Me sinto estranho, frágil, emotivo. Hoje, o mais simples dos sentimentos está me comovendo . Eu estou com os nervos à flor da pele. Nem ao menos sei o que está acontecendo, acho que eu simplesmente explodi por dentro. Esse turbilhão de sentimentos que não consigo botar para fora acaba preenchendo o que é intrínseco à minha pessoa. Não aguentando mais e chegando em meu limite, devo expor aqui tudo que eu quero, tudo que eu preciso colocar pra fora.

Me perdoem por ser um disléxico filho da puta, não consigo escrever um período decente sem usar ao menos um ponto final, como estou enrolando para fazer agora mas acabarei fazendo. PONTO... Eu sou um merda.

Uma coisa que me tira do sério é a falta de disciplina. Não sou o melhor exemplo, entendo, mas estou falando dos que estão ao meu redor, daqueles que me circundam. Não caibo dentro de mim quando percebo o tanto que minha mãe recebe e como ela gasta a porra do dinheiro. É sempre a mesma coisa; vai chegando o final do mês e temos que nos alimentar porcamente. Agora que ela possui o maior cargo no colégio, ela sequer para em casa para fazer suas tarefas como mãe e dona de casa. Ao invés de comprar uma comida decente, não, ela prefere descer pra porra do bar todo santo dia pra beber e fumar com as putas das amigas dela. Posso culpar boa parte do meu estresse nessa conduta lamentável de minha mãe. Eu tenho a absoluta certeza que ela não consegue gerir o próprio dinheiro, o que me deixa com um ódio irredutível. É uma petista nata: tem o dinheiro, mas ninguém sabe para onde vai, ninguém sabe como ela engole tanto dinheiro e ninguém vê nenhuma perspectiva de evolução ao passar do tempo.
Essa drogada com mentalidade de adolescente me tira do sério, principalmente por ser mãe solteira e ensinar o seu filho mais novo a ser um cu frouxo, um... 'boiola de marca maior'.
Vejas, nesta parte do texto precisarei ser mais claro e mais preciso, portanto decerto minha escrita mudar de estilística.

Sou filho de mãe solteira desde que me entendo por gente, assim como o meu irmão mais novo. Além de primogênito, tenho uma boa diferença de idade tanto para os adultos quanto para as crianças; fico no meio. Meu irmão, que veio logo em seguida na escala dos novos membros da família, é três anos mais novo que minha pessoa. Após ele, contudo, parece que as coisas se destrincharam. Minhas primas (todas mulheres, importante frisar) vieram logo em seguida, com a maioria mais ou menos na mesma faixa de idade que ele, o que acarretou, então, em uma grande amizade entre todos; brincavam juntos, saiam juntos com nossas mães, comiam juntos et al. Nota-se aqui que Caio sempre teve muita influência feminina em seu meio, o que poderia ser tendencioso em uma futura escolha de preferência sexual. Sua mãe -na medida que o intelecto feminino permite- , tentava sempre ser racional com ele: crescera com os ideais femininos na cabeça e aprendeu a pensar com a sensibilidade de uma mulher. Eu até teria mudado isso se eu não estivesse fadado ao mesmo acaso ( o que diferencia é o sexo de minhas amizades quando guri).